Atividades de Libras
Perguntas
Identificação
LIBRAS - qualificação de metodologia de integração e disseminação de saberes.
Essa pergunta pode parecer questionável e até mesmo ser alvo de críticas. No entanto, ao analisarmos a história das pessoas surdas, desde os registros da Antiguidade até o contexto atual, encontramos diferentes momentos marcados por conquistas, conformismos, opressões e exaltações do sujeito surdo. Entretanto, talvez o foco nunca devesse estar exclusivamente na pessoa surda, mas também — e principalmente — na sociedade e na maneira como ela compreende, acolhe e se relaciona com a diferença linguística.
Muitas vezes, a sociedade está representada por um poder institucional atribuído a uma pessoa que ocupa determinado cargo ou exerce determinada função e que passa a tratar de questões relacionadas às pessoas surdas. Ainda encontramos, em diferentes contextos históricos, a expressão “surdo-mudo”, embora ela seja inadequada para se referir às pessoas surdas. Se alguém responsável por tratar dos interesses de uma comunidade específica ainda não compreende ou não utiliza adequadamente a terminologia relacionada à temática da surdez, como poderá compreender essa responsabilidade de maneira ampla, inclusiva e social?
É nesse contexto que tenho buscado, constantemente, levar à sociedade o ensino e a aprendizagem da Libras por meio de situações, projetos e ações desenvolvidos com pessoas ouvintes que não são, necessariamente, familiares de pessoas surdas, profissionais que trabalham com surdos ou pessoas que pretendem atuar nessa área.
O objetivo do trabalho que venho desenvolvendo é contribuir, ainda que em pequena escala, para transformar a maneira como a sociedade compreende a surdez e a Libras. Afinal, é na sociedade que as pessoas surdas vivem, estudam, trabalham, estabelecem relações e exercem sua cidadania. É também nessa sociedade que precisam ser vistas, respeitadas e ter seus direitos assegurados.
Quando uma sociedade não consegue se comunicar com uma pessoa surda, cria-se uma barreira que pode limitar suas possibilidades de participação e, muitas vezes, produzir interpretações equivocadas sobre a forma como ela pode, deve ou deseja agir. Nesse processo, valores, regras e padrões necessários à convivência social podem ser banalizados ou ignorados, contribuindo para a construção e a manutenção de estereótipos.
O conhecimento busca pessoas engajadas, capazes de compreender como fazer, possibilitando o acesso, o desenvo
Rosana Gomes Jacinto














